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Paralisação se efetivou, mas não organizou a contestação

A paralisação do dia 28 se efetivou, houve adesão em todos os estados e no DF. Bagunçou o coro dos contentes, perturbou a “ordem” e subverteu a “normalidade”, mostrando que o sistema não controla tudo. Deste ponto de vista, foi um momento catártico, que deveria ser mais saudado que lamentado. Serviu de advertência.

O problema é que não ficou claro seu alvo estratégico. Milhares foram às ruas ou cruzaram os braços sem saber se a questão era defender direitos, protestar contra Temer ou fornecer gás para a candidatura de Lula. Eventualmente, foi tudo isso junto e misturado.

A paralisação deixou aberto o desafio de ser analisada e compreendida.

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Depois das delações, o tempo

Pode-se dizer que delação não é prova ou que faz parte do mesmo “golpe” que afastou Dilma da Presidência. Pode-se dizer que os Odebrecht deitaram e rolaram como verdadeiros donos do Brasil e agora estão querendo livrar a cara, descarregando tudo nas costas dos políticos.

Pode-se dizer o que for, mas não há como fazer de conta que nada ocorre de extraordinário, que as delações derivam de pressões indevidas ou que o Brasil se converteu numa “Nação de delatores”.

Com a divulgação das delações dos executivos da Odebrecht, o espanto se combinou com o mal-estar, tamanho foi o buraco que se abriu. Dinheiro sendo distribuído a rodo, a partir de extorsões feitas por pessoas empoleiradas no topo do poder e impulsionadas pela volúpia de empresas que escolheram correr o risco de dilapidar seu patrimônio ético e material.

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