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Livros

Dicionário de Políticas Públicas

Organização: Geraldo Di Giovanni & Marco Aurélio Nogueira

2ª edição. São Paulo, Editora Unesp/Fundap, 2015, 1072 p.

Nascido e crescido em uma intersecção entre a reflexão teórica mais acadêmica e a preocupação técnica operacional, de que a Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap) representava uma expressão bem acabada, o Dicionário carrega consigo múltiplas expectativas. Deseja ser um recurso para a pesquisa e a teorização, tanto quanto contribuir para a educação continuada de servidores públicos, técnicos e operadores da sociedade civil, analistas e formadores de opinião. E almeja, modestamente, oferecer ao cidadão comum a oportunidade de acesso livre e aberto ao tema, sem a imposição de uma ordem linear e obrigatória de leitura, para que possa, na medida de seu interesse ou de suas necessidades, apropriar-se progressivamente dos conteúdos expostos.

Agora em 2ª edição, o Dicionário está composto por 197 verbetes, elaborados por 181 pesquisadores de políticas públicas que atuam em diversas instituições do País.

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 As ruas e a democracia. Ensaios sobre o Brasil contemporâneo

Brasília: Fundação Astrojildo Pereira; Rio de Janeiro: Contraponto Editora, 2013, 228 p.

O livro analisa o movimento de junho de 2013, que rompeu com fúria a aparente calmaria da superfície da política e pôs por terra a ilusão de que estávamos no limiar do fim da história do Brasil. A política do conservar-mudando, insígnia da revolução passiva, em nome de pragmatismo sem princípios, manteve, até então, a sociedade imobilizada politicamente, desde as elites empresariais aos sindicatos de trabalhadores, dos intelectuais à vida popular,  graças à contínua cooptação dos seus quadros, lideranças e movimentos sociais, trazendo para o interior da malha estatal a tudo e todos, dando partida a mais um surto de modernização “por cima”. (Da apresentação de Luiz Werneck Vianna).

“Nas páginas deste livro, temos avaliações algumas das quais feitas no calor dos acontecimentos, mas sempre remetendo a um grande conhecimento do País – e a uma preocupação com os valores progressistas que não pertencem a um único partido, mas são patrimônio da sociedade”.[Do prefácio de Renato Janine Ribeiro].

“Valoriza-se, aqui, uma arte em declínio, porém preciosa, que se chamava, no tempo remoto em que os bichos falavam, análise de conjuntura”. [Da apresentação de Luiz Eduardo Soares].

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O encontro de Joaquim Nabuco com a política. As desventuras do liberalismo.

2ª edição revista e ampliada. São Paulo, Paz e Terra, 2010.

Escrito em linguagem primorosa e apoiado em vasta bibliografia, o livro apresenta uma análise do século XIX no Brasil e a biografia de um de seus personagens mais ricos, Joaquim Nabuco. O autor explora sob diferentes ângulos a personalidade política e intelectual de Nabuco, mostrando sua coerência de pensamento e de luta. Publicada em 1984 e relançada no ano em se comemorava o centenário de morte de Joaquim Nabuco, a obra leva o leitor a um passeio pela política brasileira na metade do século XIX e explica as origens, os dilemas e as dificuldades de afirmação do liberalismo no Brasil.

“O livro que se vai ler não é uma tese de concurso universitário. Nasceu completo, sem o esbanjamento erudito de apêndices inúteis. Há uma coerência de bom gosto, de finura, de arte, em todas as suas páginas, na elegância que define a afinidade com Joaquim Nabuco”.[Do prefácio de Raymundo Faoro à 1ª edição].

“Em cada momento, desde as primeiras páginas, o livro nos mostra a dança de salão que caracteriza a política brasileira, muito mais do que um campo de batalha de ideias, projetos, opções entre classes e rumos. O rumo está definido: mudar quase nada, para continuar quase tudo”.[Do prefácio de Cristovam Buarque à 2ª edição].

“Este belo livro — belo no conteúdo e na forma — não é apenas um lúcido exemplo da fecundidade do marxismo na análise da história das ideias: é também uma contribuição no sentido de que, tomando consciência das causas de suas “desventuras” passadas, o liberalismo possa se empenhar mais profundamente na grande aventura presente da construção da democracia entre nós”. [Da apresentação de Carlos Nelson Coutinho].

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Potência, limites e seduções do poder

São Paulo, Editora Unesp, 2008, 144 p.

Sempre houve e sempre haverá quem receie o poder ou se incomode com o poder. De uma ou outra forma, todos são magnetizados por ele. Podemos partir dos antigos filósofos gregos, passar pelas reflexões teológicas da Idade Média, freqüentar os clássicos modernos e chegar aos contemporâneos, e iremos nos deparar com a mesma inquietação, com o mesmo interesse em entender as armadilhas, as sinuosidades, as misérias e a potência do poder. Este livro pode ser entendido como um convite para que nos interessemos pelo tema. Nele, tenta-se seduzir o leitor a olhar o poder como assunto digno, crucial, estratégico, se possível desfazendo-se de alguns preconceitos e indo além de algumas “evidências”. O plano não é convencer ninguém nem da “bondade” nem da “maldade” intrínsecas ao poder, mas sim abrir algumas clareiras para que se possa pensar o poder como um fato integrado à vida, que se insinua em nossos discursos, em nossos relacionamentos amorosos, em nossa atividade produtiva, nas lutas que travamos para ser felizes ou simplesmente para defender nossos interesses.

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Um Estado para a sociedade civil. Temas éticos e políticos da gestão democrática

[2004]. 3ª edição. São Paulo, Cortez, 2011, 272 p.

O livro pensa a gestão democrática como atividade que transcorre em ambientes éticos e políticos povoados de pessoas, desejos e interesses que não podem ser simplesmente “gerenciados”.

“Nas páginas deste livro, escritas com a elegância de quem preza o leitor, não se encontrarão atalhos rudes, linhas retas talhadas a facão deixando de lado as pequenas dobras em que se esconde o essencial. Se nem tudo é perseguido até o fim, é porque isso não cabe num conjunto de estudos dedicados a dimensões diferentes de um grande tema. Mas as exigências impostas a quem queira entender o nosso mundo, sobretudo na sua dimensão política vista pela perspectiva do cultivo de condutas civilizadas – a grande paixão intelectual de Marco Aurélio –, estão sempre presentes no curso da argumentação”. [Da apresentação de Gabriel Cohn].

“Mesmo em plena globalização neoliberal, Marco Aurélio Nogueira — leitor atento de Gramsci e de Bobbio, aberto tanto a sugestões de Giddens, de Bauman e de Beck quanto a ideias de Freud e de Habermas — recusa a sedução de uma perspectiva catastrofista ou apocalíptica e busca delinear um reformismo democrático radical, para que possamos vir a ter acesso a formas de vida mais justas e mais inteligentes. [Da apresentação de Leandro Konder].

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Em defesa da política

[2001]. 2ª edição. São Paulo. Editora Senac, 2005, 152 p.

Sair em defesa da política não é algo que se confunda com a defesa dos políticos ou das instituições que nos governam: é, ao contrário, uma operação destinada a defender a hipótese mesma da vida comunitária. Corresponde à necessidade vital de manter abertas as comportas de oxigênio, para que possamos continuar respirando. Corresponde, também, à defesa da própria possibilidade de um poder governamental que, animado por vínculos e valores coletivos, submeta-se ao controle democrático dos cidadãos e funcione. Defender a política significa dizer que os homens não precisam viver eternizados na condição de governantes e governados, nem atormentados por governos que deles se descolam, assumem vida própria e contra eles se voltam.

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As possibilidades da política. Ideias para a reforma democrática do Estado

São Paulo, Paz e Terra, 1998, 308 p. [Esgotado]

Os ensaios reunidos neste volume formam um conjunto que se pretende harmonioso, costurado que está, no fundo, por uma mesma preocupação: sugerir um quadro interpretativo da realidade brasileira, propor um elenco de temas próprios da política e da crise do Estado contemporâneo, e delinear alguns dos desafios principais da esquerda. O eixo está constituído pelo processo da modernização capitalista brasileira, que se faz sem rupturas políticas fortes, sem construir uma institucionalidade democrática e sem incorporação social. Somos protagonistas de revoluções sem revolução. Donde a questão do Estado ganhar destaque em qualquer tentativa de teorizar o processo brasileiro. É de particular importância que se entenda a natureza híbrida e diádica do Estado brasileiro: um Estado que é simultaneamente tudo e nada, que encarna a força da conservação e as possibilidades de renovação, que se intromete em todas as coisas mas é dominantemente omisso, que é forte e fraco, odiado e amado com idêntica intensidade  — o mais sedutor e perigoso dos campos de batalha em que pelejam as classes e os grupos da sociedade.

A reforma do Estado se define pela capacidade de conceber uma nova sociedade vinculando-a ao destino da população e à defesa dos seus direitos. É o prolongamento de uma reestruturação da própria sociedade, que inclui a reformulação das relações entre o Estado e a sociedade civil. Constitui, portanto, um capítulo da luta pela democracia, uma iniciativa voltada para retomar o sentido da política e recuperar os vínculos entre as instituições, os indivíduos e os grupos.