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Artigos e ensaios

Dilemas e desafios da política democrática [2017]

O momento político é complicado, de transição, pilotado por um governo repleto de ambiguidades e contradições, sobre o qual pesa uma crise profunda, a impopularidade e a descrença social. Ao menos por isso, chega a surpreender a dificuldade que o campo democrático tem tido de melhorar seu desempenho e promover uma ação minimamente unitária destinada a pavimentar a reorganização da vida política, da governabilidade e das políticas públicas no Brasil.   Leia mais


A difícil normalização democrática e o futuro [2016]

Com as eleições municipais realizadas em outubro de 2016, fechou-se um capítulo da historia política brasileira. Nele se entrelaçaram a redemocratização, a estabilização monetária, a projeção da socialdemocracia e da esquerda como forças de governo, a entrada da sociedade na turbulência da modernidade reflexiva e do capitalismo 2.0, a adoção de políticas de caráter redistributivo, a afirmação de uma democracia de massas, a constituição de um poderoso sistema financeiro, o delineamento tardio de um Estado de bem-estar fundado em esforços de regulação e em direitos sociais, a judicialização da política, a ascensão, a glória e o sofrimento de um grande partido de massas, atingido no peito pelos danos colaterais de sua própria práxis política. Publicado na revista “Espaço para a Saúde”.   Leia mais


Sobre golpes, autogolpes e contragolpes: dilemas de uma democracia em turbulência [2016]

O impedimento de Dilma Rousseff não resultou de uma articulação golpista de setores conservadores. Foi o desdobramento de um conjunto de crises, problemas e desacertos que atingiram o Brasil e os governos petistas a partir de 2011. Golpes e manobras políticas somente podem frutificar na medida em que um lado “forte” (em recursos de poder, capacidade de mobilização, comunicação e articulação política) conseguir se impor a um lado “fraco”, ou seja, desprovido de envergadura, ideias e recursos para resistir àqueles que o atacam. Eventualmente, o lado “fraco” pode ter legitimidade, votos e apoio popular mas nem assim conseguir compensar sua fraqueza no terreno propriamente político. Artigo publicado na revista “Ponto & Vírgula”.  Leia mais


Desentendimento, dogmatismo, mediações ausentes [2016]

Cada época carrega consigo um conjunto de características dominantes que demarcam o modo como se desenvolvem as práticas sociais em cada campo específico de atuação. A nossa não foge à regra. Hoje, na política, a marca é a crise: nenhum sistema funciona bem, mais desagrada que agrada, cria mais problemas que soluções. Crise de governabilidade, crise de representação, crise da democracia, crise dos partidos – as etiquetas são muitas. Os governos estão na berlinda, seja de que partidos forem. Governam pouco.   Leia mais 


O esgotamento de um ciclo imperfeito e o futuro [2015]

Para parcela da opinião democrática há uma inflexão conservadora na sociedade, que estaria claramente estampada nas sucessivas manifestações de intolerância e radicalização verbal e nos seguidos projetos de lei de nítido matiz reacionário. Para outros, um fim de ciclo aparece com clareza no governo Dilma e na postura do PT, que não conseguem se mostrar à altura dos tempos difíceis por que passa o país. E há, também, uma imagem de fim de ciclo na postura da oposição ao governo Dilma, que não se estabiliza e não cresce como contraponto democrático e reformador, perdendo-se em estratagemas táticos de baixa qualidade e inócuos, em vez de apresentar à sociedade um plano que possa sinalizar alguma saída do buraco.   Leia mais


Um comunista que soube valorizar a vida e a democracia [2015]

Com a morte de Armênio Guedes, em 12 de março de 2015, aos 96 anos de idade, foi-se uma parte importante da história do comunismo democrático, da esquerda e das lutas sociais no Brasil. Armênio foi comunista a vida inteira, mas foi acima de tudo um democrata que amava a liberdade, o pluralismo, uma boa conversa e um jazz de qualidade.  Leia mais


Democracia, ativismo e modernidade radicalizada na América Latina [2014]

El artículo analiza tres retos que plantea la modernidad radicalizada a la democracia política: disposición participativa, presiones identitarias e individualización. Impulsadas por los cambios producidos por la dinámica de esta modernización, las sociedades se fragmentan más y sus partes (grupos, individuos, regiones) pasan a seguir sus propias lógicas – aunque, paradójicamente, todo está más conectado. Nuevos sujetos y nuevas formas de activismo generan más conflictos, pero no pueden redirigir el juego político en términos de emancipación. La hiperactividad de la sociedad civil se debe más a la necesidad de autoexpresión que a la disposición para construir consensos. La “zona de acción política” que así surge es menos institucional y más individualizada, más fluctuante y menos estructurada.    Leia mais


Representação, crise e mal-estar institucional [2014]

Publicado na revista “Sociedade & Estado”, o artigo sustenta que as democracias contemporâneas não podem funcionar sem parlamentos ativos e procura dialogar com a recorrente imagem de uma “crise de representação” no Estado contemporâneo, ou seja, com as dificuldades que esse instituto tem manifestado para se atualizar e permanecer cumprindo funções estratégicas nas complexas sociedades dos dias correntes. Sua hipótese de fundo sugere que as transformações da sociedade capitalista – a hipermodernidade – puseram em xeque e ultrapassaram a representação, deixando-a defasada e com sérias dificuldades operacionais.    Leia mais


A pedagogia do passado como construção do futuro [2014]

Publicado o livro 1964: As armas da política e a ilusão armada, organizado por Caetano Araújo, o texto busca refletir sobre a importância de  se compreender o peso e o valor do passado em nossas vidas. Quanto o futuro deve ao passado? Ele, o passado, determina nossos passos no presente? Somos dependentes dele? Busca-se uma relação reflexiva com os fatos que determinaram o golpe militar de 1964 e seus efeitos sobre a vida política e social brasileira. Leia mais


O generoso marxismo de Leandro Konder (1936-2014) [2014]

Poderia um marxista, nesses tempos de crise de seu próprio campo teórico, analisar com isenção e eficácia a relação dos intelectuais com o marxismo? Leandro Konder, que morreu em novembro de 2014, aos 78 anos, foi uma ave rara no panorama intelectual brasileiro. Dono de vasta bagagem cultural e de amplo conhecimento de ciência e filosofia, foi um de nossos mais refinados marxistas, um pesquisador disciplinado e meticuloso, capaz de se debruçar tanto sobre grandes processos e questões abstratas quanto sobre detalhes aparentemente menores, com os quais compôs painéis históricos e perfis biográficos repletos de graça e rigor. Generoso, cordial e afetuoso por temperamento e convicção, foi um ativo escritor de livros, sem fazer concessões ao doutrinarismo e ao dogmatismo tão comuns no universo marxista e no campo comunista.    Leia mais


Il Brasile in crisi: tra proteste di piazza e limiti del sistema político [2013]

Artigo publicado na revista italiana “Critica Marxista”. Per comprendere le grandi manifestazioni di massa del giugno di 2013 in Brasile, bisogna risalire alla formazione dell’attuale sistema politico. Le politiche governative progressiste hanno generato un paese migliore, ma anche più complesso ed esigente, con maggiori aspettative. Il “lulismo” e la presidenza di Dilma Rousseff. Un futuro incerto, tra bisogno di democrazia e limiti dei partiti.   Leia mais


Socialismo e democracia no marxismo de Carlos Nelson Coutinho (1943-2012) [2013]

Valendo-se do conceito de “via prussiana”, o marxista brasileiro analisou a situação brasileira como derivada de uma revolução burguesa que assumiu caráter abertamente antidemocrático. As transformações políticas e a modernização capitalista ocorridas no Brasil não resultaram de autênticas revoluções, de movimentos provenientes de baixo para cima, que envolveriam o conjunto da população, mas sempre foram efetuadas de cima para baixo. Nessa condição, a democracia assume caráter de efetivo “valor universal”. Publicado na revista “Lua Nova”.   Leia mais


Modernidade e pós-modernidade: em busca do sentido da vida atual [2012]

O texto dialoga com a “nova sociologia” que se encontra em constituição, dedicada a interpretar o mundo e o modo de vida derivados da revolução digital e da globalização capitalista intensificada. Mediante a aceitação de algumas das metáforas e dos conceitos postos em circulação por essa sociologia, busca argumentar que o mundo que temos diante dos olhos sugere bem mais a imagem de uma modernidade radicalizada, na qual se chocam e se combinam dinâmicas do passado com dinâmicas que estão apenas se anunciando.   Leia mais


A política como incômodo [2012]

A “crise da política” reflete um complexo processo de reconfiguração da vida social e do modo como se vive. O atual fracasso da política é o fracasso de um modo de fazer e de pensar a política, herdeiro direto do “capitalismo histórico”. Não é o fracasso da política como tal, mas de uma modalidade de política, de sistema político, de prática política. Deve ser associado a uma espécie de fadiga do material de que foi forjada a política moderna, que sempre esteve referenciada por Estados nacionais e constitucionais fortes, por partidos de massas e parlamentos ativos, bem como pelo funcionamento eficaz de regimes de democracia representativa.    Leia mais


Luiz Werneck Vianna: uma ciência para a política [2012]

Luiz Werneck Vianna é representante destacado de uma tradição de abordagem da política que privilegia o delineamento de perspectivas de ação para o ator vis-à-vis as circunstâncias históricas que determinam, limitam e viabilizam sua ação. Sua obra extensa, incisiva e vigorosa é a referência principal desta tradição. Se não bastasse a contribuição decisiva que deu à compreensão da história brasileira, os livros e ensaios por ele escritos ajudaram especialmente a que se estabelecesse um modo de pensar a política e a democracia no Brasil.   Leia mais


Caio Prado Jr. e o intelectual marxista hoje [2012]

Neste diálogo com a obra e a trajetória de Caio Prado Júnior, publicado na revista “Sinais Sociais”, a intenção não é proceder a uma avaliação em detalhe de sua produção, nem analisar as relações que essa produção teve com a época e com as opções políticas do historiador. Pretende- se, em vez disso, “usar” seu percurso e seu estilo para refletir livremente sobre alguns traços do marxismo no Brasil e especialmente sobre certos dilemas inerentes à atuação da intelectualidade marxista.    Leia mais


A corrupção que nos atormenta [2012]

A corrupção é cada vez mais vista, pensada e percebida pelos cidadãos como um problema de larga escala. Em que pesem a  condenação que sofre da opinião pública e as punições exemplares que ocorrem, uma pergunta permanece sem resposta: estará crescendo mesmo a corrupção, ou é a nossa sensibilidade diante dela que cresce? Há uma maré montante da corrupção ou o destaque que se dá aos fatos que pipocam aqui e ali é que está fazendo com que o fenômeno ultrapasse a dimensão do razoável?   Leia mais


Verdades científicas, pensamento crítico e relativismo cultural [2011]

Se olharmos para a sociedade atual – a do capitalismo globalizado, da vida informacional, tecnológica e em rede – e aceitarmos que sua complexidade nos desafia e espanta, podemos imaginar que o principal problema a ser enfrentado pelas ciências sociais é o do alcance de uma perspectiva que nos ajude a repor a centralidade da explicação dialética que se vale do método da totalidade concreta.    Leia mais


Gildo Marçal Bezerra Brandão (1949-2010) no coração da grande política [2010]

Existem os que pensam e estudam a política. Hoje, costumamos chamá-los de cientistas políticos, abusando de um vocábulo, a ciência, que nos convida a eliminar o que existe de poesia, paixão e fantasia na explicação do mundo. Alguns desses cientistas, radicalizando o significado intrínseco da palavra, acreditam que só podem “fazer ciência” à custa do sacrifício da história, das circunstâncias, das ideologias, da própria política, e por extensão das pessoas apaixonadas, cheias de dúvidas e motivos não propriamente racionais. Fecham-se numa bolha e cortam a comunicação com o mundo, enredando-se numa fraseologia despojada de maior efeito magnético. Artigo publicado na “Revista Brasileira de Ciências Sociais” (RBCS).    Leia mais


O valor de uma geração [2010]

A morte abrupta, precoce e repentina de Gildo Marçal Bezerra Brandão, ocorrida em 15 de fevereiro de 2010, abalou ao menos uma das gerações intelectuais que se lançaram no universo das ideias e da política no início da década de 1970, no Brasil. Gerações intelectuais são feitas de amizades e companheirismo, mas não só. São feitas também de instituições e pontos de referência, simbólicos e materiais. Não são comunidades amorfas, desfibradas, insossas. São comunidades imperfeitas, forjadas no fogo. São internamente diferenciadas, múltiplas e plurais, no sentido de que, nelas, nem todas as luzes brilham ao mesmo tempo ou com a mesma intensidade. De algum modo, os representantes de uma geração dividem entre si o trabalho que estão fadados a fazer. Deixam o ar de sua graça, por isso, tanto pelo que é pensado e realizado por um ou outro de seus membros mais destacados, quanto pelo produto derivado do esforço menos perceptível do conjunto. Publicado na revista “Lua Nova”.    Leia mais


Nabuco, um diálogo em aberto [2010]

Publicado na revista “Novos Estudos”, o artigo explora o legado de Joaquim Nabuco e argumenta que sua atuação política, diplomática e intelectual tem algo a nos dizer sobre as questões e os dilemas com que nos debatemos hoje, em nossa República consolidada, antes de tudo sobre o modo como temos praticado (ou não) a reforma social e buscado construir uma sociedade que inclua todos os seus integrantes.    Leia mais


Desafios e missão do intelectual público [2010]

A morte do cientista social Carlos Estevam Martins, aos 74 anos, ocorrida em outubro de 2009, privou a intelectualidade brasileira de uma ave rara. Sua figura inquieta, criativa, que mobilizava colaboradores, exigia atenção e buscava a fórmula lógica perfeita, acompanhou todo um largo e importante trecho da história brasileira recente. Um bom meio de homenageá-lo é tratando-o como o homem de ideias que sempre foi. Isso significa indagar sobre o intelectual nos tempos atuais. Artigo publicado na revista “Dados”.   Leia mais 


Corrupción en el Senado brasileño: síntoma de una crisis de larga duración [2010]

Iniciada con las acusaciones de corrupción contra su presidente, la crisis en el Senado se propagó al Poder Legislativo e incluso al Ejecutivo. Se trata del reflejo de una crisis general de los partidos políticos y de los parlamentos modernos, resultado de las presiones combinadas del decisionismo gubernamental y la espontaneidad social, que limitan la capacidad de acción del Legislativo. En el fondo, esto es una consecuencia de una situación de malestar institucional más amplia, una crisis de subjetividad política, en la que los sistemas políticos se vuelven incapaces de interactuar con la cultura y la sociedad producidas por los nuevos términos de la vida globalizada. Artigo publicado en “Nueva Sociedad”.    Leia mais


Uma crise de longa duração [2009]

Uma análise fria da crise que atingiu a medula do Senado brasileiro e se esparramou pelo Planalto sugere que ela somente conheceu uma suspensão relativa. Longe de resolvida, está adormecida. Seus termos e protagonistas, bem como os vários fatores institucionais que a impulsionaram, continuam intocáveis, e faltam indícios de que o futuro próximo possa trazer consigo uma fase virtuosa qualitativamente diversa da que esteve na origem da crise. Publicado na revista “Estudos Avançados”.   Leia mais


Desenvolvimento, Estado e sociedade: as relações necessárias, as coalizões possíveis e a institucionalidade requerida [2009]

Apresentado em seminário realizado no IPEA, o texto discute as relações entre Estado, desenvolvimento e sociedade, vistas sobretudo do ponto de vista das coalizões e da dinâmica institucional. Pretende examinar a questão do desenvolvimento nos dias atuais e de uma perspectiva democrática e progressista.   Leia mais


Limites e possibilidades do Partido Fardado [2008]

Oliveiros S. Ferreira reúne o erudito ao analista político minucioso, os grandes quadros interpretativos aos fatos cotidianos muitas vezes soterrados ou apagados pela valorização unilateral dos processos estruturais. A paixão do pesquisador acadêmico completa-se com a argúcia do jornalista profissional, conformando uma figura rara de intelectual público. Publicado na “Revista Brasileira de Ciências Sociais” (RBCS), o artigo faz um convite para que se dê a devida atenção ao livro de Oliveiros S. Ferreira, Elos partidos, que, como todos os seus anteriores, foi publicado à margem do mainstream, sem pompa, circunstância ou badalações, e que desvenda um panorama largo, impelindo-nos para uma verdadeira viagem às entranhas da história.    Leia mais 


A gestão em sintonia com a vida [2008]

Apresentado como conferência no II Fórum de Pesquisa em Serviço Social de Londrina (PR), o texto argumento que vivemos em um mundo muito diferente daquele que encontramos relatado nos livros, ou com o qual interagimos há cerca de 20 ou 30 anos. Ele tem uma mola transformadora poderosa na economia, como costuma acontecer, mas  só pode ser entendido se formos além da economia. Hoje, não dá simplesmente para dizer que a economia tem poder de determinação sobre os diferentes aspectos da vida, pois a vida é complexa demais e escapa de determinações unilaterais. Temos de considerar com atenção redobrada o modo de vida sócio-cultural e pensar, a partir dele, as formas da política e da gestão. Há uma determinação econômica, com certeza, mas ela está sempre sobredeterminada pelos fatos não imediatamente econômicos.    Leia mais


O pensamento político e a redemocratização do Brasil [2007]

Apresentado em seminário realizado pelo CEDEC e publicado na revista “Lua Nova”, o texto pretende privilegiar as relações entre o pensamento democrático de esquerda – aqui tomado como a família mais vigorosa do amplo universo da esquerda – e o processo que, ao longo de três ou quatro décadas, pavimentou o caminho brasileiro para a democracia política. Trata-se de uma proposta preliminar de discussão. Sua inquietação é tentar compreender o que ocorreu nesse arco de tempo, de onde partiu e aonde chegou a esquerda que participou com voz ativa da luta democrática, impulsionou-a e, mais tarde, agiu para modelá-la e governá-la.    Leia mais


Bem mais que pós-moderno: poder, sociedade civil e democracia na modernidade periférica radicalizada [2007]

Escrito para a revista “Ciências Sociais Unisinos”, o texto reflete livremente sobre o processo de radicalização do moderno, privilegiando temas e problemas que derivam da objetivação desse processo em condições “periféricas”. Partindo da hipótese de que a modernidade radicalizada periférica convive com uma dinâmica de dificuldades institucionais e de “sofrimento organizacional” que desregula as práticas sociais e bloqueia as ações da sociedade civil, o texto examina as chances do poder democrático numa situação histórico-social que parece estar não apenas estilhaçando, mas também perdendo os centros típicos de referência, de autoridade e de ordenação.    Leia mais


Crisis, partidos y sociedad en el Brasil de hoy [2006]

Publicado na revista “Nueva Sociedad”. La crisis del gobierno de Lula no se reduce a un problema de corrupción. Tiene su raíz en una concepción del Estado como aparato ajustable y contabilizable y en la transformación del Partido de los Trabajadores en una máquina electoral dedicada exclusivamente a la conquista de la Presidencia. En un contexto de modernidad tardía y periférica, la desorganización del mundo del trabajo desarticuló a las clases y los grupos de referencia y está arrastrando a partidos, sindicatos e instituciones políticas. Lo que está en juego en Brasil,es un modo de hacer política, concebir el Estado y pensar el cambio social.   Leia mais


Crisi politica e crisi dei partiti nel Brasile di Lula [2005]

Publicado na revista italiana “Critica Marxista”, o texto procura analisar as contradições presentes no governo Lula, no plano da politica econômico-social e da corrupção pública, pondo-se o problema de saber se tais contradições e a crise política que com elas se combina são um perigo para a democracia ou podem ensejar o encontro de uma vacina que cria anticorpos e a reforça. A reforma da politica e das instituições é necessária, mas somente produzira efeitos efetivos se não se limitar às instituições e alcançar os costumes, a cultura e a sociedade como um todo.   Leia mais


Sociedade civil, entre o político-estatal e o universo gerencial [2003]

Publicado na “Revista Brasileira de Ciências Sociais (RBCS)”, o artigo parte do conceito de sociedade civil elaborado por Antonio Gramsci para dialogar com as demais idéias de sociedade civil que hoje buscam se afirmar no panorama político e cultural. Seu principal argumento é que, nas últimas décadas, transitou-se de uma ideia de sociedade civil como campo predominantemente político-estatal, palco de lutas democráticas e novas hegemonias, para uma imagem que converte a sociedade civil ou em recurso gerencial ­ um arranjo societal destinado a viabilizar tipos específicos de políticas públicas­, ou em fator de reconstrução ética e dialógica da vida social.   Leia mais


Organizações complexas e sociedade da informação. O “sofrimento” como metáfora organizacional [2003]

A metáfora do “sofrimento organizacional” pode ser um recurso para que se volte a discutir o tema da gestão democrática e da convivência em organizações complexas. Uma rápida reconstrução da trajetória do organicismo nos estudos sociológicos e nas teorias organizacionais serve para que se possa distinguir entre um organicismo funcionalista e outro, dialético. A partir da fixação de alguns pontos para a compreensão das sociedades contemporâneas como sociedades informacionais, submetidas à inovação tecnológica contínua e à mudança acelerada, o artigo sustenta que o “sofrimento” aparece como reflexo de um quadro organizacional cortado pela dificuldade de compor diferenças e unificar. Publicado na revista “Organizações & Sociedade”.   Leia mais


David Capistrano Filho [1948-2000]. In memoriam. [2000]

Médico sanitarismo, era um intelectual. Tinha prazer em pensar, escrever, estudar. Não se tratava de um mero quadro partidário, mas de um homem público, para quem saúde, educação, saneamento, habitação eram temas pertencentes ao campo do Estado democrático. Dedicava horas seguidas de trabalho criativo, empenho cívico e técnico à luta pela saúde do brasileiro. Para ele, a vida valia sempre a pena e merecia ser vivida em posição de combate.  Leia mais


Os intelectuais, a política e a vida [2001]

Gramsci desembalsamado: em torno dos abusos do conceito de sociedade civil [2000]

Alianças e hegemonia [2001]

Um Gramsci todo dedicado à política [1999]

Gramsci e os desafios de uma política democrática de esquerda [1998]

Norberto Bobbio, a dúvida metódica como condição permanente do humano [2004]

O Parlamento sitiado, a ciência e a educação [2005]

Segurança nacional, soberania e sociedade civil [2007]

A agenda cristalizada, o Estado e o Governo Lula [2003]

Público e privado na formação social brasileira: velhas, novas e novíssimas tensões [2006]

Governo Lula: moderatismo senza progetto [2004]

O desafio de construir e consolidar direitos no mundo globalizado [2005]

Sofrimento organizacional, democracia e gestão universitária [2005]

A política como convivência construtiva [2002]

Os direitos sociais como causas cívicas [2002]

A síntese como problema [2001]

A modernidade e as razões do Manifesto [1998]

Cidadania, crise e reforma democrática do Estado [1999]

A diferença que aproxima. Relendo Sérgio Buarque e Oliveira Vianna no contrafluxo da tradição [2002]

De tensões, dialéticas e antinomias: o encontro de Nabuco com a política [2000]