Trajetória

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O PCB e o jornal Voz da Unidade

Nos anos de militância, me pus em contato com a história viva do País, que iria se mostrar por inteiro, com suas virtudes e deficiências. Conheci a velha guarda comunista, os militantes incógnitos, os sindicalistas combativos e os pelegos, os intelectuais antigos e os novos, os grandes “mitos” como Prestes, Armênio Guedes e Giocondo Dias. Falei para plateias que jamais imaginei estarem ao meu alcance. Corri o Brasil. Ganhei outro sentido para a vida e para o trabalho.

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O general, o marxismo, a história

Do relacionamento que tive com Werneck Sodré guardo não só uma memória afetiva e mais prosaica (os discretos tragos de Vermouth que tomávamos em sua casa quando eu ia visitá-lo) como, e sobretudo, uma densa imagem política e intelectual.

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Entre a docência e a política

Meu ingresso na UNESP, em agosto de 1976, deu-se num momento de particular efervescência pessoal. Estava dividido entre a docência e a atividade política e foi na combinação destas duas áreas que consegui encontrar equilíbrio.

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A revista “Temas” e a Editora Ciências Humanas

A revista “Temas” teve duas fases. Na primeira, foi fortemente metodológica, buscando um espaço para fazer a crítica teórica e valorizar o marxismo “ortodoxo”. A segunda fase foi mais política, preocupada em fazer com que a revista expandisse seu programa de trabalho e confluísse para a luta democrática.

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O jornal “Opinião”

Minha experiência no “Opinião” foi bem adequada para um recém-formado que precisava se afirmar para si próprio. Aquele foi um período de “fúria metodológica”: julgava tudo (livros, autores, editores, leitores) por um metro altamente discutível, o da maior ou menor fidelidade ao método de Marx. Não havia livro que me satisfizesse.

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A descoberta da universidade

Sou parte de uma geração que cresceu com uma noção longa do tempo. Formei-me em 1972 e comecei a dar aulas em 1973, na Escola de Sociologia e Política e na PUC de São Paulo. Pude fazer isso aos 23 anos de idade não porque tivesse pressa (e muito menos por possuir talentos especiais), mas porque a universidade daqueles anos podia assimilar os jovens.

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Sereias e tentações

Sempre me deixei levar por tentações envolventes, que me arrebataram e muitas vezes me confundiram. Apesar disso, não creio que tenha evoluído como um ser dividido. Hoje, considero que a tensão que me tem sido constitutiva como intelectual é a responsável maior pelo “equilíbrio” que julgo ter alcançado na vida profissional e pelo modo como se dá minha inserção no mundo das ciências sociais.

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Visão de conjunto

Uma trajetória de vida intelectual não é obra de uma nota só. Envolve diferentes pessoas, passa por instituições e se articula em torno de múltiplas fases, muitas vezes conflitantes entre si. Não é um percurso inteiramente consciente, definido de antemão, programado com régua e compasso.

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