
Diário do Confinamento 7:
Deixar sangrar, o risco
É preciso olhar o todo. O perigo que nos ameaça vem da falta de governança, do atrito artificial criado entre alas, pessoas e autoridades
Descubra esse livro inteiramente dedicado a examinar os temas e problemas atuais, da ascensão da extrema direita ao populismo, da vida digital ao identitarismo
Numa dinâmica e instigante conversa, publicada no canal de Risério no Youtube, o antropólogo e o sociólogo discutem as principais questões da agenda política e cultural contemporânea.

É preciso olhar o todo. O perigo que nos ameaça vem da falta de governança, do atrito artificial criado entre alas, pessoas e autoridades

Deixar de ficar em casa não é uma questão econômica, ligada à retomada dos negócios. Só terá sentido se souber se articular com a preservação da vida.

O governo perde com a saída de Moro, um ativo simbólico importante. Agora, enquanto limpa as gavetas, Moro poderá esclarecer se sua aventura como Ministro da Justiça valeu a pena

Novo romance de João Batista de Andrade desnuda um cotidiano contaminado. no qual faltam saídas. Retrata um mundo “que se nega e se torna inimigo de si próprio”.

Há um personagem sendo levado pelos aplausos fáceis, tirando vantagem da lentidão das instituições, jogando um partido contra outro, governadores contra prefeitos, povo contra povo.

Perdeu sobretudo a batalha pelo respeito e pelo coração dos brasileiros. Ficaram com ele somente os prosélitos, os fanáticos de sempre

Em janeiro, São Paulo anunciou um plano de prevenção e a formação de um comitê estratégico. Era um alerta claro. Só que ninguém prestou atenção.

Se conseguirmos suportar o impacto da doença e não formos atrapalhados por governantes inescrupulosos, o vírus terminará por ser controlado. A pandemia, porém, deixará marcas profundas.

Teremos uma overdose de vida digital. De que maneira sairemos, com qual bagagem? Que lições tiraremos? O confinamento mostra a cara feia do mundo, o egoísmo e a generosidade.

O principal impacto político da epidemia aparece no isolamento político-institucional de Bolsonaro, engolido pelo cordão de ódio que o asfixia,

Criar confusão é um caminho clássico das manobras contra a democracia. Todo autoritário gosta de respirar o ar da beligerância. Não é diferente com Bolsonaro.

Em termos de capacidade de gestão, equilíbrio e solidariedade, de liderança, o presidente é um fiasco. Um caso grave, sem cura.