
As ruas como recurso e dilema
Como fazer manifestações presenciais – nas ruas – em plena pandemia? O vírus está vivo, em propagação ascendente, e todo contato é fonte de perigo.
Descubra esse livro inteiramente dedicado a examinar os temas e problemas atuais, da ascensão da extrema direita ao populismo, da vida digital ao identitarismo
Numa dinâmica e instigante conversa, publicada no canal de Risério no Youtube, o antropólogo e o sociólogo discutem as principais questões da agenda política e cultural contemporânea.

Como fazer manifestações presenciais – nas ruas – em plena pandemia? O vírus está vivo, em propagação ascendente, e todo contato é fonte de perigo.

Manifestações pacíficas fizeram um domingo diferente, ao mesmo tempo em que FHC, Ciro e Marina se comprometeram com frente ampla democrática

Em São Paulo, governador e prefeito decidiram arriscar. Sem condições de convencer a população da necessidade do isolamento e sem força para resistir à pressão de prefeitos e empresários, estão cedendo.

Independentemente dos resultados no plano criminal, o inquérito dedicado a investigar a indústria das fake news fere o bolsonarismo na jugular

A divulgação do vídeo da reunião de 22 de abril mostrou o nível a que chegamos, uma tragédia mais extrema do que havia sido antevisto, o pior dos pesadelos

Os democratas brasileiros – de centro, liberais, conservadores, de esquerda – se deixaram dividir por excessos, querelas ideológicas, batalhas infrenes de poder. Agora, chegaram à hora da verdade.

Em São Paulo, a população ou não tem como aceitar a quarentena, ou a ignora e boicota. É uma prova do déficit que temos em termos de relacionamento entre o Estado e os cidadãos.

Quem a defende como elixir milagroso pratica uma farsa, é um charlatão que quer faturar em cima da desgraça e da ingenuidade alheias.

Osmar Terra previu que o coronavírus causaria no máximo 800 óbitos. Agora, diz que o problema é sério. Mas segue banalizando: o que são 11 mil mortos perante a desgraça econômica que a quarentena produz?

No dia em que uma comitiva de empresários conduzida pelo presidente invadiu o STF, Regina Duarte mostrou o papel que está disposta a representar na tragicomédia nacional.

A democracia tem mecanismos para conter governantes que a ameaçam. Quem irá ativá-los? Quando?

Acuado, o bolsonarismo arma um golpe para se prolongar no poder. O caos, o horror, a confusão formam a pista em que sabe caminhar. A saída é incrementar a racionalidade democrática, antes que seja tarde demais