Como hostilizar a democracia em troca de um “tiquinho”
Campanha pelo voto útil não pode intimidar os eleitores centristas. Um novo governo precisará deles para reformar o País.
Campanha pelo voto útil não pode intimidar os eleitores centristas. Um novo governo precisará deles para reformar o País.
Dizer que a posse de armas letais é o que faz os cidadãos serem “livres” é rasgar a bandeira da liberdade, da fraternidade e da igualdade. É instituir o império dos mais fortes.
Candidatos como Simone Tebet e Ciro Gomes cumprem papel fundamental: dão chance a que o debate se qualifique e o centro político se mostre mais progressista.
Governos iliberais desprezam a inteligência e a cultura, atraem colaboradores que aceitam, sem dilemas morais, o papel de subalternos silentes do chefe.
No atual clima de desgaste institucional, conflito entre os Poderes e ameaças golpistas, a defesa da democracia é mais relevante do que a viabilização deste ou daquele candidato
A guerra de Putin acentua as dificuldades da globalização. Força os Estados a cuidarem mais de si mesmos, a se voltarem para dentro, a se protegerem. Mostra um Brasil despreparado.
A democracia representativa está com dificuldade de acompanhar as mudanças aceleradas da vida moderna.
O futuro não está dado. Apenas com uma democracia revigorada será possível pensar em um Estado que defina políticas estratégicas para o País