A hostilidade como procedimento

O governo Bolsonaro precisa criar inimigos para a eles atribuir as dificuldades de gestão e, ao mesmo tempo, para agregar sua base mais fanatizada. Mantém-se em atividade frenética mas pouco produtiva. Corrói a República, esvaziando os mecanismos que a dignificam, a começar da atividade política.

Depois das urnas, o amanhã

A sociedade se machucou muito com a disputa eleitoral. Foi intensamente pressionada pelos dois polos que chegaram ao segundo turno. Assustou-se, manifestou medo e preocupação, pôs para fora dúvidas e preocupações. Mas também extravasou esperanças e expectativas. Agora é o momento de baixar o fogo, reencontrar a tolerância e a gentileza,que se perderam durante a guerra.

De volta à rotina

O governo Temer é fraco, não entusiasma nem inspira confiança. As pessoas percebem isso e estão ao menos por ora imunizadas contra o discurso oficial. A corrupção que o atravessa aprofunda a fraqueza e deixa um flanco aberto para que o governo seja desprezado.