Vinte anos e um futuro a construir

O Brasil entrou no século XXI convencido de que o pior havia ficado para trás. Aos poucos foi ficando claro que as coisas não eram tão simples. Um caminho socialdemocrático poderia ter sido adotado. De uma eleição a outra, porém, tucanos e petistas se dedicaram a uma obra de destruição recíproca.

Um país sem eixo

Chegamos ao ponto atual graças a uma confluência de fatores, alguns estruturais, outros associados à vida tecnológica e à globalização. Os partidos viraram as costas para a educação política dos cidadãos. Deixaram que a crise fosse se sucedendo sem processamento político.

Força e fraqueza das instituições

O mal-estar institucional, porém, é real. Hoje, no Brasil, o sistema vive numa espécie de “caos estável”: funciona, mas está cheio de problemas e gera pouca adesão cívica. Os cidadãos “obedecem” às regras instituídas, mas fazem isso por “gratidão” ou receio da punição, não por algum critério racional de “respeito” ou “apreço”.

Marco Aurélio Nogueira
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