Depois do Carnaval
Os personalismos estão soltos: o confronto será, mais uma vez, entre dois “mitos”, o lulismo e o bolsonarismo, o que não deixará margem para conversas sérias.
Os personalismos estão soltos: o confronto será, mais uma vez, entre dois “mitos”, o lulismo e o bolsonarismo, o que não deixará margem para conversas sérias.
Junho foi um mês ruim para o governo. Não por ter ele acumulado derrotas ou sofrido um assédio vencedor da extrema direita. Mas sim porque o governo não saiu das cordas em que sua própria atuação o jogou. O leilão de importação emergencial de arroz foi suspenso por suspeita de fraude. O governo perdeu no … Ler mais
Discurso de Lula na ONU mostrou que há amplo espaço para a vigência de uma política externa equilibrada e propositiva, ajudando a formar consensos de que tanto necessitamos.
No atual cenário internacional, um país como o Brasil precisa se movimentar com largueza de visão e flexibilidade. Sua política externa está obrigada a dialogar com todos, sem inflexões atabalhoadas ou preferências ideológicas.
O novo governo nasceu minoritário nas instituições, com estreita maioria eleitoral e pouca folga para compor uma forte base de apoio. Precisa matar um leão a cada dia.
A melhor chance de sucesso do governo Lula está no fortalecimento da coalização democrática que o apoiou nas urnas do segundo turno
Tanto quanto nas articulações de cúpula, o novo governo precisará se dedicar a convencer a sociedade de que é preciso virar a página e reerguer o País
A decantada união nacional dependerá muito do que vier a fazer o novo governo. Mas não nascerá somente dele. As forças democráticas, seja onde quer que estejam, precisarão dar sua contribuição.